Entrevistas da Lemobs com Regina Faria

  1.    Hoje daremos início a um novo formato no nosso blog! O “Entrevistas da Lemobs” é um espaço para conversarmos sobre os mais diversos temas com pessoas notáveis em suas áreas de atuação. Para iniciar esse novo projeto, escolhemos a coordenadora da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ, onde a Lemobs é residente. 

     Regina Faria possui graduação em Desenho Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1981), MBA em Marketing pela Coppead (1999), e diversos outros cursos de especialização em sua área de atuação. Trabalhou no Núcleo de Inovação Tecnologica (NIT) da UFRJ, e no Escritório  de Transferência Tecnologia da Coppetec, de 1988 à 1994. Em 1994 assumiu a gerência da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ. Tem experiência na área de gestão, atuando principalmente nos seguintes temas: gestão da inovação, apoio ao desenvolvimento de pequenas empresas de base tecnológica, transferência de tecnologia, capital de risco, fontes de financiamento e propriedade intelectual. Foi Coordenadora da Rede de Incubadoras do Rio de Janeiro – REINC no biênio 2002-2004. Desde 2007 faz parte da equipe estendida de dirigentes da Anprotec – Associação Nacional de Parques e Incubadoras de Empresas, atuando em vários estudos e pesquisas. Em 2015 Regina foi nomeada Coordenadora da Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ.

 
   Levando em consideração toda experiência de Regina no ambiente inovador, selecionamos algumas perguntas relacionadas à Incubadora, inovação e empreendedorismo:
 
   1 – Qual é a importância da existência de incubadoras de empresas dentro de uma universidade pública como a UFRJ? 
 
A incubadora tem um efeito demonstrativo muito importante para o corpo discente  de todas as Universidades, públicas ou privadas, mostrando que é possível transformar o conhecimento em negócios.
 
   2-  Para você, quais são as principais vantagens da interação entre a universidade e as empresas residentes para ambas as partes?
 
As empresas que entram na Incubadora possuem produtos e/ou serviços inovadores, sendo fundamental permanecerem próximas de ambientes onde são geradas as inovações e de recursos humanos qualificados.
 
   3- Quantas empresas residem na incubadora atualmente? Como é o processo de seleção para a Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ?
 
Atualmente temos 25 empresas residentes, que são selecionadas pelos seguintes critérios: grau de inovação do produto ou serviço, viabilidade econômica financeira do negócio, possibilidade de interação com a UFRJ e perfil do grupo proponente.
 
   ​4- ​ Nesses mais de 20 anos de atuação, a Incubadora já formou diversas empresas que atualmente se destacam nas mais variadas áreas. Quais foram as empresas que mais marcaram a sua trajetória na Incubadora? 
 
Diversas empresas marcaram minha trajetória na Incubadora, muitas pelo sucesso alcançado e outras pelos problemas que tiveram. Com todas elas aprendi alguma coisa.
   5-  Na sua opinião, qual é o grande diferencial competitivo de uma empresa que passa por uma incubadora?
As empresas que passam pela Incubadora, já são diferenciadas desde o nascedouro, pois passaram por um filtro criterioso de seleção. Aqui na incubadora além dos treinamentos, assessorias e mentoring, tem acesso a ativos intangíveis extremamente importante para o sucesso de uma empresa como: visibilidade e networking. Além disso, o próprio ambiente propicia uma troca de experiências que pode ajudar muito.
   6-  Como você enxerga a posição do Brasil no mundo no diz respeito à inovação? Quais são as suas expectativas para o ecossistema de inovação brasileiro nos próximos anos? 
 
Estamos muito mal nesse aspecto. Somos bons em publicar papers, mas muito deficientes na introdução dessas tecnologias no mercado. As grandes empresas também tem muita dificuldade , tanto no relacionamento com a Universidade como em programas de inovação aberta, que envolvem principalmente startups. Outro fator é que os incentivos governamentais são poucos e intermitentes.
 
   ​7- Assuntos como ​inovação e empreendedorismo estão em alta nos últimos anos. Qual conselho você deixa para os jovens que se interessam em trabalhar com gestão da inovação e temas correlatos?
Não desistam. É uma seara árida, mas certamente é uma área promissora. O Brasil não será capaz de crescer sem dinamizar e investir nos sistemas de inovação. Acreditem sempre!

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