Ecossistemas de Inovação: entenda o termo e as vantagens de estar inserido em um deles.

   A Biologia define “Ecossistema” como uma  representação da relação dos seres vivos uns com os outros e com o local em que vivem. A utilização do termo no universo corporativo traduz a ideia de organizações interconectadas em um espaço colaborativo, formando um ambiente de aprendizado e inovação contínua.

   Estar inserido em um Ecossistema de Inovação oferece às organizações a oportunidade de incorporar valores e conhecimentos dos diferentes elos da cadeia produtiva e potenciais consumidores antes da fase de desenvolvimento do produto. Além disso, o compartilhamento de experiências e a troca de informações entre empresas complementares permite a aquisição de vantagens competitivas importantes frente à uma gama de concorrentes que sofrem para aprenderem sem essa interação.

   A criação de Ecossistemas de Inovação não é recente. Economistas já falavam desde a década de 40 sobre Ecossistemas de Inovação como regiões voltadas para tecnologia da informação e comunicações extremamente bem sucedidas quanto à inovações disruptivas.

   Mundialmente conhecido como pólo de alta tecnologia, o Silicon Valley, na Califórnia é um gigantesco exemplo de como Ecossistemas de Inovação podem formar empresas extremamente eficazes em otimizar a experiência do usuário. O espaço geográfico com o mindset inovador estimula soluções disruptivas construídas, muitas vezes, de maneira totalmente colaborativa. Para além do já consagrado Vale do Silício, é possível perceber como o conceito desses espaços têm ganhado o mundo: atualmente, o segundo grande pólo de tecnologia mundial se encontra em Tel Aviv, o Silicon Wadi, seguido de diversos outros espaços relevantes pelo globo.

   Iniciativas de estímulo à inovação tão imersivas quanto a proposta dos Ecossistemas de Inovação só são possíveis a partir de um relacionamento estreito entre governo, indústria, academia e os próprios usuários.Ignorar alguma das partes na construção desses espaços pode mitigar os resultados esperados com a interação.

   No Brasil, apesar do despertar tardio para a inovação tecnológica, iniciativas nesse sentido têm surgido, com apoio dos principais stakeholders, inclusive com o incentivo do governo. Por exemplo, a Lei de Inovação Tecnológica nº 10.973, aprovada em 2004 no país, versa sobre a constituição de ambientes propícios a parcerias estratégicas entre universidades, institutos tecnológicos e empresas, além de estimular a participação de institutos de ciência e tecnologia no processo de inovação.

   Parques Tecnológicos:

   Estimuladas pela Lei de Inovação Tecnológica e pela possibilidade de comercializar dos resultados das pesquisas acadêmicas, cada vez mais universidades buscam estreitar relações com os setores produtivos. Neste sentido, nos campi das diversas universidades no Brasil, foram criados Parques Tecnológicos, com o objetivo de concentrar geograficamente grandes empresas, startups, incubadoras de negócios e centros de pesquisa e laboratórios capazes de criar produtos e serviços altamente escaláveis.

   No Rio de Janeiro, por exemplo, o Parque Tecnológico da UFRJ, conta com 350 mil metros quadrados, nos quais estão instalados centros de pesquisa de empresas nacionais e multinacionais, laboratórios da própria UFRJ, empresas de pequeno, médio e grande portes, espaço de coworking, o HUB UFRJ (laboratório de projetos experimentais) e espaços para eventos entre professores e alunos e fomento ao empreendedorismo. Além da Incubadora de Empresas, que atualmente abriga cerca de 25 startups.   

   A Lemobs está inserida neste ambiente inovador e tem orgulho de fazer parte dos espaços colaborativos deste Ecossistema de Inovação. Além disso, entende que toda esta estrutura se mostra um estímulo para a aplicação prática dos conhecimentos ensinados aos seus colaboradores nas salas de aula de uma das melhores universidades do Brasil e usa em seus softwares o que há de mais atual tanto no mercado quanto no meio acadêmico.  

Quer conhecer mais o Parque Tecnológico da UFRJ?

Acesse: http://www.parque.ufrj.br/o-que-e/

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